Diagnósticos

Envelhecimento

A avaliação é individualizada e os tratamentos são propostos conforme a história clínica e as características encontradas no exame físico. Os tratamentos de rejuvenescimento são realizados visando a segurança e eficácia, sem deixar de lado a intenção de naturalidade. Os resultados visam promover progressivamente um aspecto facial menos cansado, mais altivo e feliz.

Dano Solar Crônico ou Fotodano

É o dano na pele causado pela exposição solar crônica, sendo mais intenso quanto mais clara a pele e maior a quantidade cumulativa de exposição solar. Os sinais mais comuns são as manchas, como as sardas e melanoses (lentigos), as dilatações vasculares, como a poiquilodermia e a elastose. Esta última, se traduz no aumento do enrugamento da pele, com aparecimento de vincos e rugas profundas.

Câncer de Pele

É o tipo de câncer mais frequente no nosso país. Existem 3 tipos principais, o carcinoma basocelular, o carcinoma epidermóide e o melanoma. Este último é o mais grave e pode levar ao óbito. Atualmente, terapias imunobiológicas para o melanoma metastático são muito promissoras. Lesões que aparecem ou que se modificam em pouco tempo devem ser avaliadas para descartar o diagnóstico de câncer de pele.

Acne

A acne é uma doença da unidade pilossebácea, onde ocorre inflamação, que pode evoluir para cicatrizes. É a doença mais comum nos consultórios de Dermatologia. A história clínica e o exame físico norteiam as orientações e tratamentos que devem ser indicados. As novas tecnologias tratam as cicatrizes muito eficazmente.

Rosácea

A rosácea difere da acne por ser uma doença inflamatória crônica da pele, que apresenta fatores precipitantes, como bebidas alcoólicas, alimentos condimentados, estresse, exposição solar. Os pacientes apresentam pele sensível, intolerância aos cosméticos e tendência à vermelhidão da face. Existem 4 subtipos: eritematotelangiectásica, papulopustulosa, fimatosa e ocular. A avaliação clínica é fundamental para o diagnóstico e definição do melhor tratamento.

Melasma

É uma desordem da pigmentação onde o melanócito, que é a célula que produz a melanina, libera uma quantidade aumentada deste pigmento em áreas cutâneas localizadas. É muito comum em algumas regiões da face, como lábio superior, bochechas e testa. Pode também acometer áreas extra faciais, como pescoço, colo e braços.

Olheiras

Nas olheiras ocorre um escurecimento na região das pálpebras inferiores, geralmente de origem genética. Este escurecimento pode ser causado por 3 componentes: hiperpigmentação, aumento de vascularização e sombra gerada neste local pela ocorrência do sulco nasojugal. As pessoas alérgicas também podem ter escurecimento desta região. Os tratamentos visam à melhora dos componentes citados acima e são

Flacidez

A flacidez é uma alteração de sustentação da pele que ocorre com o envelhecimento, sendo também geneticamente determinada. É bem descrita sua ocorrência na face, pescoço, braços, abdome, nádegas e coxas. Em geral, é progressiva com o passar da idade. Os tratamentos desenvolvidos para o controle e melhora da flacidez variam entre preenchimentos, bioestimuladores, lasers e tecnologias.

Celulite

A celulite é uma condição na superfície da pele das mulheres, onde lesões elevadas são alternadas com depressões, sendo agravada pela flacidez. Os tratamentos propostos devem ser individualizados conforme a avaliação no exame físico. O tratamento mais eficaz para os “furinhos” é a Subcision, que é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva. Outras tecnologias também são utilizadas com eficácia, como radiofrequência, ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e ondas acústicas.

Estrias

Ocorrem em geral durante a adolescência, gravidez, ganho ou diminuição de peso e são caracterizadas pelo aparecimento de lesões lineares atróficas na superfície da pele, semelhantes à cicatrizes. No início as lesões são róseas e progressivamente tornam-se esbranquiçadas. O tratamento depende do exame das lesões e, atualmente, as modernas tecnologias promovem melhora progressiva das estrias.

Nevos Melanocíticos (“pintas”)

São tumores benignos das células produtoras de melanina, os melanócitos. Praticamente todas as pessoas têm “pintas” no corpo. Possuem risco de transformação maligna, por isso recomenda-se o exame anual de revisão destas lesões. Os sinais de alerta que podem ser característicos da evolução para melanoma são: aparecimento de assimetria, bordas irregulares, mudança de cor e aumento de diâmetro.

Verrugas

São lesões vegetantes, ásperas que podem ocorrer em qualquer parte do corpo. São causadas pelo vírus papilomavírus e, por isso, são contagiosas. Na pele do corpo são chamadas verrugas vulgares, na região genital, condilomas e, nas plantas do pés, verrugas plantares. Estas últimas em geral são dolorosas. As verrugas devem ser tratadas adequadamente, conforme o exame físico e a localização.

Ceratoses Actínicas

São lesões consideradas pré-cancerosas e ocorrem geralmente em pessoas de pele clara, ao longo dos anos, devido  à exposição solar crônica. Na face, são muito comuns acima das sobrancelhas, dorso nasal, bochechas e lábio superior. Também ocorrem em outras áreas de exposição solar crônica, como pescoço, colo, dorso de mãos, antebraços, pernas e dorso dos pés. Vários tratamentos eficazes são propostos.

Ceratoses Seborreicas

São lesões em geral ásperas que ocorrem em qualquer parte do corpo. Existe uma predisposição genética e também estão associadas ao dano solar crônico. São lesões benignas, que não possuem risco de malignização. Muitos tratamentos são propostos e variam conforme a quantidade e localização das lesões.

Acrocórdons

São lesões assintomáticas pedunculadas da cor da pele que aparecem em geral no pescoço, axilas, virilhas, regiões inframamárias. Podem estar associadas à obesidade e tendência ao diabete mellitus. O tratamento é muito simples, realizado através de shaving e/ou cauterização.

Leucodermia Gutata (sardas brancas)

São lesões assintomáticas arredondadas pequenas, mais claras que a pele, causadas pela exposição solar crônica, em pessoas com tendência genética. Acometem geralmente os membros, principalmente antebraços e pernas. Os tratamentos propostos podem ser eficazes, com melhora da pigmentação das lesões.

Dermatite Seborreica

Possui origem genética e é caracterizada por aparecimento de escamação com escamas amareladas em geral no couro cabeludo, laterais das asas nasais, entre as sobrancelhas, podendo acometer áreas mais extensas da face. No couro cabeludo é conhecida popularmente como “caspa”. É agravada por doença neurológica, pela diminuição da imunidade ou pelo estresse. O tratamento visa a melhora das lesões e o controle das crises.

Dermatite Atópica

É caracterizada por uma hiperreatividade da pele à vários antígenos. É muito comum em crianças e geralmente melhora com a idade, mas pode continuar durante a vida adulta. As lesões iniciam pela coceira, mais comumente localizada nas fossas cubitais e poplíteas, mas pode ocorrer em qualquer parte do corpo. A coceira evolui para lesões avermelhadas, com formação de eczema e podem infectar. O tratamento objetiva o controle dos antígenos, prevenção de crises e melhora das lesões ativas.

Ceratose Pilar

A pele geralmente apresenta pequenas lesões ásperas e avermelhadas ao redor dos pelos. É muito comum em pacientes com dermatite atópica ou com algum componente alérgico. Ocorrem principalmente nos braços, coxas, nádegas e bochechas. O tratamento é direcionado conforme a avaliação clínica.

Pitiríase Alba

São lesões assintomáticas mais claras que a pele que ocorrem geralmente em crianças com componente alérgico. São muito comuns nas bochechas e nos braços. Aparecem mais durante o verão, quando a pele não afetada torna-se bronzeada. A melhora pode ocorrer espontaneamente ou com o tratamento.

Psoríase

É uma doença de origem genética muito comum no mundo todo. É caracterizada por uma quantidade variável de lesões, em geral ovaladas, que apresentam descamação intensa, com escamas prateadas. Pode acometer as articulações, o que é chamado de artrite psoriática.  Atualmente, tratamentos com imunobiológicos são muito eficazes no controle da doença moderada a severa.

Eczema de Contato

O eczema de contato pode ser alérgico ou por irritação primária. O eczema de contato alérgico ocorre quando a pessoa alérgica entra em contato com um alérgeno, como por exemplo: bijuterias, perfume, maquiagens. O eczema de contato por irritação primária ocorre quando pessoas com pele mais sensíveis entram em contato com substâncias irritantes, como sabões, álcool, desinfetantes, água sanitária, etc. O tratamento vai depender do correto diagnóstico e do controle do contato causador da dermatite.

Herpes Simples

São lesões vesiculosas (com conteúdo líquido) pequenas, recidivantes, com distribuição em “cacho de uva” que ocorrem geralmente nos lábios, nariz ou genitais. Causadas pelo vírus Herpes simplex tipo I ou II, são contagiosas durante a fase ativa. O tratamento é realizado com antivirais.

Herpes Zóster

Também conhecido como “cobreiro”, é a reativação do vírus da varicela. As lesões vesiculosas grandes (com conteúdo líquido) são precedidas por dor intensa e apresentam distribuição em dermátomo ou em faixa. Após os 60 anos, pode ser um sinal de alerta de alteração de imunidade ou presença de doença subjacente. O tratamento é realizados com antivirais.

Farmacodermia

É um tipo de alergia na pele causada pela ingestão oral de medicamentos. Ela pode ocorrer mesmo após anos utilizando a medicação. As manifestações na pele são variadas e podem ser leves ou extensas. A descoberta e a suspensão do agente causador é essencial no controle da desordem.

Fitofotodermatite

É causada pela exposição a uma planta fotossensibilizante (exemplo: limão) associada à radiação solar. Muito comum nos meses de verão, as lesões geralmente apresentam aspecto bizarro, de acordo com o formato do contato com a pele. Em geral são lesões avermelhadas ou escurecidas e o tratamento geralmente devolve o aspecto normal da pele, sem deixar sequelas.

Hiperidrose

Algumas pessoas suam excessivamente em certas partes do corpo, sendo causa de constrangimento. As regiões mais acometidas são o couro cabeludo, axilas, mãos, pés e/ou virilhas. O excesso de produção de suor pode estar ligado ao exercício físico, mudança de temperatura, calor ou estresse. Os tratamentos visam à diminuição da produção de suor, sendo que a aplicação toxina botulínica (“Botox”) é muito eficaz.

Foliculite

São lesões muito comuns e constituem a infecção do pelo por bactérias. Ocorrem geralmente na face (foliculite da barba, foliculite por germe gram negativo), nas nádegas ou nos membros. A mesma infecção, porém mais profunda é o furúnculo, que deixa cicatriz. O tratamento visa à correta higienização e eliminação das bactérias.

Micoses

São lesões causadas por fungos. Geralmente causam lesões avermelhadas, descamativas e pruriginosas. São muito comuns nos pés, nas virilhas e outras regiões de dobras, mas podem acometer qualquer região do corpo. O calor e a umidade favorecem o seu aparecimento. Pode ser lesão única ou múltiplas. O tratamento indicado depende da localização e da extensão da lesão.

Molusco Contagioso

São lesões papulosas pequenas da cor da pele, que apresentam uma depressão central. São causadas por vírus e geralmente múltiplas. Comuns em crianças, são assintomáticas, mas podem infectar secundariamente por bactérias, com aparecimento de dor e secreção. Devem ser tratadas porque são contagiosas. O tratamento vai depender da extensão e localização das lesões.

Pitiríase Rósea

É uma doença eruptiva de origem ainda não bem esclarecida, com possibilidade de origem viral. É muito comum em adolescentes e adultos jovens. Ocorre o aparecimento de muitas lesões róseas e escamativas pequenas no tronco e raízes dos membros, que surgem após uma lesão maior (placa mestra). É autolimitada, com desaparecimento total das lesões em algumas semanas. O tratamento é sintomático.

Pitiríase Versicolor

Ocorrem lesões no tronco e raízes dos membros, geralmente múltiplas e pequenas, com descamação fina, quase imperceptível. Como o nome diz, as lesões podem ser de várias cores, como róseas, castanhas ou mais claras que a pele. O tratamento depende do controle de um fungo do gênero Malassezia que vive normalmente na pele e que está associado às lesões.

Queloide e Cicatriz Hipertrófica

São alterações na normalidade do processo de cicatrização. Ocorre a formação de uma cicatriz maior, mais espessa e endurecida. A cicatriz hipertrófica respeita os limites da lesão original e o queloide ultrapassa estes limites. Os tratamentos são eficazes na melhora do aspecto e endurecimento das lesões e variam conforme o exame clínico.

Urticária

São lesões muito pruriginosas e róseas que ocorrem subitamente após a liberação de histamina na pele. Ocorrem de forma aguda ou crônica. Na forma aguda pode ser leve ou até associada a choque anafilático, com dificuldade de respiração e queda da pressão arterial. Nas formas crônicas, a investigação diagnóstica é necessária, com realização de exames. Atualmente, tratamentos imunobiológicos podem controlar os sintomas da urticária crônica.

Cistos Sebáceos

São lesões císticas localizadas na profundidade da pele que apresentam conteúdo de queratina. Ocorrem geralmente no tronco, mas podem localizar-se em outras regiões. O tratamento, quando indicado, é a remoção cirúrgica.

Cisto de Milium

São pequenas pápulas amareladas do tamanho de uma cabeça de um alfinete na superfície da pele. Ocorrem geralmente na face e podem ser múltiplas. Existe uma tendência individual para a sua formação. O material dentro da lesão é rico em queratina. O tratamento é pela limpeza de pele.

Telangiectasias

São lesões que ocorrem por dilatação vascular. Algumas possuem forma de aranha, por isso também são chamadas de “aranhas vasculares”. Geralmente são assintomáticas e são tratadas por lasers ou cauterização.

Angiomas Rubis

São tumores benignos de vasos, muito comuns em pessoas de pele clara e descendência europeia. São pequenas lesões redondas e vermelhas, em geral múltiplas, que ocorrem no tronco, membros e menos na face. Podem ser tratadas eficazmente com lasers ou cauterização.

Queda de Cabelos

A queda de até 100 fios de cabelos por dia é considerada normal. Quando excessiva, deve ser avaliada pelo dermatologista para descartar algum distúrbio, como o eflúvio telógeno, alopecia androgenética e as alopecias cicatriciais. A tricoscopia é um exame complementar muito importante, que auxilia no diagnóstico diferencial das alopecias. O tratamento da queda de cabelos vai depender do diagnóstico.

Eflúvio Telógeno

Esta desordem é muito comum em certas situações, como dietas extremas, pós-parto, após cirurgia extensa, problemas de tireoide, carências nutricionais e após estresse significativo. A anamnese, a tricoscopia (exame do couro cabeludo com lente de aumento) e os exames complementares auxiliam no diagnóstico e na definição do melhor tratamento a ser realizado.

Alopecia Androgenética

Esta alopecia é herdada geneticamente e apresenta padrões distintos nos homens e nas mulheres. Nos homens ocorre rarefação nas regiões temporais (“entradas”) e no vertex (porção superior da cabeça). A evolução progressiva para calvície é variável entre os pacientes acometidos. Na mulheres, ocorre uma diminuição e um afinamento progressivo dos cabelos na região central do couro cabeludo (frontal e parietal). Os tratamentos são diferenciados também conforme o sexo do paciente e devem ser indicados levando em consideração as suas particularidades.

Alopecia Frontal Fibrosante

Esta alopecia cicatricial acomete em geral a linha de implantação dos cabelos na testa, provocando a perda dos fios nesta localização e aumento progressivo da extensão da fronte. É uma doença autoimune que está com a incidência aumentando muito nos últimos anos, mas a causa ainda é desconhecida. O tratamento depende do grau de acometimento e das características individuais do paciente

Unhas

São fâneros que podem apresentar muitas alterações durante a vida e estas devem ser avaliadas pelos dermatologistas. A queixa de unhas fracas ou onicosquizia é muito frequente no consultório e deve bem avaliada através de anamnese e exame físico. O onicólise, que é o descolamento da placa ungueal é muito frequente e pode ser causada por trauma, medicações, psoríase ou infecção por fungos. A infecção fúngica das unhas é chamada onicomicose. O tratamento das alterações das unhas vai depender do correto diagnóstico.